Filme – O Exterminador do Futuro: A Salvação

Sempre que conversava com o Gilson sobre como seria o quarto filme da franquia, nós imaginávamos que a história seria algo surpreendente, brutal, cruzando a linha do assustador, afinal de contas, nos primeiros filmes os caras que vinham do futuro falavam do horror, do medo e todos estes clichês de uma guerra. Foi isso, exatamente isso que achei que fosse ver em O Exterminador do Futuro: A Salvação, mas infelizmente não encontrei.

Fui assistir em busca de pancadaria, guerra contra as máquinas, robôs gigantes e todo o horror que os caras do futuro contaram nos primeiros filmes e na série, mas nem a ação achei lá estas coisas, saca quando o ar falta ao assistir uma determinada sequencia de cenas? Pois é, o filme mais recente que me proporcionou isso foi Transformers, a ponto de soltar vários PQP a cada nova explosão e som metálico. A expectativa era tão grande que tinha certeza que o quarto filme sobre a luta contra a Skynet superaria fácil, fácil Transformers, mas sai do cinema total e completamente frustrado! Achei tudo meio forçado no filme, começando pela cena de um helicóptero pousando sobre um crânio humano, passando pela cena de Connor pedindo para adiarem o ataque a Skynet e, terminando com a aparição nada a ver de um Schwarzenegger digital. Aquela cena com o Schwazenegger de mentira pareceu ter sido inserida de última hora, mas infelizmente não foi, pelo contrário, é considerada como o ponto alto do filme pelo diretor McG =|

O que encontrei foi drama, busca pelo pai, contação de história (três filmes e uma série bastam não?) e um John Connor boring que não demostra liderança nem para ser síndico de predinho do Cingapura, na verdade o síndico do Cingapura (se ele existir) deve ser mais bruto que o profeta Connor! Cadê aquele mega ultra fodástico líder da resistência que todos falam no passado? O filme só conseguiu passar o respeito que Connor tem, esfregando isso na cara do espectador durante a cena em que ele pede para que ninguém ataque a Skynet. Esperava que o respeito do lendário Connor fosse construído durante o filme, durante a tal guerra contra as máquinas, mas não. Teve momentos que Connor me lembrou o INRI Cristo. John parecia um profeta wannabe maluco que fica escutando as fitas da mãe como se fosse uma Bíblia.

Sério, jamais verei este filme novamente! Comprar o DVD para eternizar isso na minha estante está fora de cogitação! Bem mais fácil eu comprar a temporadas de Terminator: The Sarah Connor Chronicles, uma série cancelada, que a quarta continuação deste excelente enredo, infelizmente!

Quatro furos do filme:
- em T3, uma única bateria de T-800 causa uma puta explosão atômica, em T4 Connor usa umas 10 e a explosão foi bem inferior;
- eu dormi ou o futuro só usa velharias de T-800? Nem o T-1000, nem os T-X apareceram! Contenção de despesa da Skynet (a crise econômica durou até lá?) ou de Hollywood? Se os T-1000 e T-X ainda não existiam no futuro de T4, quem datou estes dois modelos como sendo de um futuro ainda mais distante? (Terei que assistir novamente T2 e T3!)
- Kyle Reese do futuro que apareceu no primeiro filme era experiente, brutíssimo, a porcaria do T4 não sabia sequer segurar uma arma;
- Nenhuma menção a viagens no tempo.

Quatro coisas boas, mas que não salvam o filme:
- a excelente atuação de Sam Worthington que apagou totalmente Christian Bale;
- a beleza de Moon Bloodgood;
- menção da frase “I’ll be back”;
- menção ao Guns N’ Roses.

Para finalizar… Connor (Bale?), tem a língua presa ou estava constantemente bêbado nas filmagens! Parece que sempre ia cuspir em você… =/ Sério, lembrei do Pato Donald, e o Donald como líder da luta contra a Skynet… não rola!

Escrevi o post ouvindo You Could Be Mine, mas pelo visto não melhorou meu humor, o filme é ruim mesmo!

Leiam:
Crítica do Omelete
Post do Gilson

O Exterminador do Futuro: A Salvação
Terminator Salvation, EUA, 2009 – 116 min
Christian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin, Moon Bloodgood

3 Responses to “Filme – O Exterminador do Futuro: A Salvação”

  1. Depois de ler o texto do Gilson e o teu, eu só verei essa porcaria quando passar na Tela Quente, e olha lá! :P

  2. Na verdade, o que você disse que são “furos”, não são. O filme é muito mais profundo do que um simples blockbuster. Vou comentar alguns.

    A história do 4 acontece num “futuro” antes de envio do primeiro exterminador para 1984. Por isso o Arnold aparece naquela cena, é uma demonstração de que eles tinham feito o primeiro exterminador utilizando pele humana real (a série de exterminadores anterior não era tão avançada). É aquele robô que eles mandam para 1984 para matar a Sarah e logo em seguida a resistência envia Kyle também. Isto não conta, mas dá a entender que continuará no 5.

    As demais linhas de exterminador (T-1000, T-X) não aparecem porque eles ainda não foram desenvolvidos “neste futuro”. Da mesma forma, as máquinas ainda não tinham desenvolvido a máquina do tempo (elas vão construir dali um tempo). O 4 mostra muito bem como as máquinas estão aprendendo a melhorar sua estratégia para derruar a resitência.

    O filme nem de longe é tão bom quanto o 2, mas é bom e melhor que o 3. Não é simplesmente um filme para assistir, mas para pensar por várias horas depois e tentar conectar tudo (tipo um “Lost” tecnológico). E para piorar, analisar toda a história envolvendo viagem no tempo é muitíssimo complicado.

  3. T2 ainda é um dos melhores filmes da franquia…

    T3 é simplesmente um lixo, tenho mais deleite assistindo Lazy Town com minha filha!

    Espero que T4 seja o que o Nix disse…para refletir!

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