Filme – X-Men Origens: Wolverine

Sim, eu assisti!

É incrível como eu concordo a maioria das vezes com as críticas do Omelete! Érico Borgo escreveu praticamente tudo que eu escreveria sobre X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine, EUA, 2009), mas discordo quando ele diz que confrontos poderiam ser evitados. Entrei no cinema para assistir Wolverine exatamente para ver o que eu vi, muita porradaria! Saca aquele sentimento de pré Transformers? Ver robôs saindo na porrada!

A cena do prédio na África, concordo, poderia ter sido evitada, mas são dois pontos: Stryker é um maluco sem regras com brinquedos novos e muito dinheiro, e os personagens estavam ali para serem apresentados! Como fazer isso em um filme onde Wolverine é o personagem principal? Simples, em cenas de luta fodásticas que poderiam ser evitadas com diálogos. Se for assim desistam de todas as cenas de ação em que Dentes de Sabre (aliás, Liev Schreiber me surpreendeu) encontra com Wolverine, todas elas poderiam ser trocadas por um bate papo, mas não consigo ver os dois sentados “trocando idéia”… Infelizmente diálogo e Wolverine são palavras difíceis de unir na mesma frase, o que resulta em um filme com muita (muita) ação…

Na verdade, o começo do filme, que explica a história de James Logan (Jimmy para os íntimos) com seu “irmão” Victor Creed, e toda a trajetória dos dois, que culmina no surgimento de Wolverine tem muito (muito) diálogo! Apesar da tetralogia e o roteiro de David Benioff (Tróia) e Skip Woods (Hitman) ser um exemplar perfeito da arte perdida do diálogo, considerei o roteiro bem amarrado, sem aquelas pontas soltas gritantes!

Sai do cinema contente com o resultado, apesar de algumas pessoas no Twitter terem dito que ouviram falar que Wolverine era ruim, depende muito do ponto de vista! Considerem que a vida de Logan não foi nada fácil. Ele como um “animal” em busca de vingança não poderia resultar em outro tipo de filme que não um com muitas cenas de ação. Notem que no primeiro X-Men, Logan aparece com Vampira em cenas bem no estilo do filme que estreou nesta quinta-feira, incontrolável, enfurecido, ou seja, como ele realmente é! Por isso não o considerei, apelativo…

Agora, apelação vai ser se “X-Men Origens: Magneto”, programado para 2011, seguir o mesmo estilo de porradaria de Wolverine, são personagens diferentes que demandam roteiros diferentes. Magneto sim teria outra atitude naquela cena na África, mas Stryker não…

Assistam no cinema, as cenas de ação valem a pena!

Tem um cara que vai me matar, mas surgiu um convite de chopp, porção de tilápia e cinema irrecusável aqui pelas bandas do centro do estado =) Mas fica tranquilo que eu vejo novamente contigo, apesar de não valer tanto a pena assim, acreditem se quiser, senti falta de mais ação no filme… =/

update: meu amigo Neto Cury bem lembrou que Wolverine tem três cenas pós-créditos diferentes, como bem descreveu o Judão neste post. Se liga nos spoilers abaixo:

- Uma cena mostraria Logan chegando ao Japão dando indícios da vindoura continuação.
- A outra mostraria Stryker sendo preso.
- E por fim a mais interessante daria continuidade á história de Deadpool revelando seu destino.

A que rolou na sessão que vi foi a do Stryker sendo preso!

ps. Dominic Monaghan mais uma vez interpretou um papel secundário lamentável, loser, invisível, inútil e risível sendo um mutante estilo Micah Sanders. Inacreditável, mas o moleque pianista de Heroes faria cem vezes melhor o papel de Chris Bradley de Monaghan. Pelo menos esta coisa saiu de Lost!

X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine, EUA, 2009 – 107 min)
Direção: Gavin Hood
Roteiro: David Benioff e Skip Woods
Elenco: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Will i Am, Lynn Collins, Kevin Durand, Dominic Monaghan, Taylor Kitsch, Daniel Henney, Ryan Reynolds

5 Responses to “Filme – X-Men Origens: Wolverine”

  1. Assisti o workprint e gostei demais do filme… Algumas ressalvas para atuações como a de Ryan Reynolds (parecia o mesmo perdonagem de Blade Trinity).
    Como surgiram especulações de fins diferentes do workprint, talvez até três, o que duvido muito, me conta numa resposta no gmail o final do filme que você assistiu.
    Abração

  2. Acabei de ler o texto do Omelete e o seu e acho que os dois têm suas razões e pontos que não concordo. Eu só não vou criar um post por puro saco cheio de blogar, mas vou continuar dizendo aquilo que twittei: faltou profundidade. A primeira cena é fantástica justamente por saber casar bem a profundidade da história de um personagem tão fuderoso quanto Wolverine com ação e atuações muito boas (ponto pra atuação do menino que faz o Logan criança). A atriz que fez a Kayla foi extremamente mal dirigida e o roteiro também não ajudou pra deixa-la interessante na história, um clichê após o outro coitada, fiquei sem acreditar que aquilo era um filme de X-men. E o ator que fez o Stryker? Deu dó quando o filme acaba e vc se toca que ele não se destacou nem nas partes mais importantes, como no laboratório injetando o metal no Wolverine e entrou e saiu da história com a mesma cara. Um destaque pra Liev Schreiber que nada ficou devendo a atuação de Hugh Jackman como Wolverine.

    A Fox tinha dois caminhos: fazer um filme com roteiro bem trabalhado, focando melhor no personagem principal, aproveitar mais os assuntos de X-men, ser bem dirigido, com cenas de ação num contexto onde não só a desculpa pra colocar efeitos especiais (muito bons por sinal) interessasse. Ou o caminho de fazer um filme de porradaria pra os marmanjos acéfalos e suas namoradas burras poderem ir juntos se divertir sem se perguntar muita coisa da história. Escolheu esse último.

  3. legal seu ponto de vista!

    mas é incrível como, apesar de não ser um acéfalo =D, a história contada me satisfez! talvez por que já conhecia alguma coisa do wolverine lendo por aí e da trilogia de x-men, talvez ainda por não ter dado importância aos personagens secundários da trama como kayla e os outros mutantes, afinal eles não fazem parte da personalidade de wolverine. concordo e muito com você sobre stryker, o personagem foi extremamente vazio e inócuo, mesmo sendo de suma importância para a trama, assim como dentes de sabre! já discordo sobre aproveitar as referências (ou assuntos) aos x-men, afinal o grupo ainda nem existia, e isso, sem dúvida, é roteiro para um segundo filme. outra coisa, os efeitos das garras do wolverine não foram tão bons assim eu achei, em algumas cenas as garras pareciam dançar nas mãos dele =/

    acredito que o filme esteja sendo encarado como um fiasco exatamente pelo stryker não ter sido desenvolvido da maneira correta assim como foi wolverine e dentes de sabre, os demais personagens orbitaram por ali apenas para encher um pouco de linguiça e dar mais motivo para porradaria, não mereceram atenção! se stryker tivesse tido o mesmo desenvolvimento de dentes de sabre, os dois principais responsáveis pelo surgimento de wolverine, o filme poderia ter sido encarado de uma outra maneira, talvez com esta profundidade que diversas pessoas estão sentindo falta! afinal isso bastaria face ao restante de erros de roteiro apontados por você e que parecem ser unanimidade.

    mas é como disse no twitter, para mim, se o filme tivesse tido um pouco mais de sentimentalismo e explicações sobre por que logan se tornou wolverine ele acabaria classificado como drama, pois a vida de logan, começando pela mãe adúltera, passando pelo meio irmão até a amada que o enganou, daria uma ótima novela mexicana…

  4. [...] eu fui assistir ao novo filme dos X-Men. Nessa sexta-feira, eu e meu amigo traidor, nos dirigimos até uma das dependências do Moviecom de Presidente Prudente para assistir a essa [...]

  5. Acabei de ler o texto do Omelete e o seu e acho que os dois têm suas razões e pontos que não concordo. Eu só não vou criar um post por puro saco cheio de blogar, mas vou continuar dizendo aquilo que twittei: faltou profundidade. A primeira cena é fantástica justamente por saber casar bem a profundidade da história de um personagem tão fuderoso quanto Wolverine com ação e atuações muito boas (ponto pra atuação do menino que faz o Logan criança). A atriz que fez a Kayla foi extremamente mal dirigida e o roteiro também não ajudou pra deixa-la interessante na história, um clichê após o outro coitada, fiquei sem acreditar que aquilo era um filme de X-men. E o ator que fez o Stryker? Deu dó quando o filme acaba e vc se toca que ele não se destacou nem nas partes mais importantes, como no laboratório injetando o metal no Wolverine e entrou e saiu da história com a mesma cara. Um destaque pra Liev Schreiber que nada ficou devendo a atuação de Hugh Jackman como Wolverine.

    A Fox tinha dois caminhos: fazer um filme com roteiro bem trabalhado, focando melhor no personagem principal, aproveitar mais os assuntos de X-men, ser bem dirigido, com cenas de ação num contexto onde não só a desculpa pra colocar efeitos especiais (muito bons por sinal) interessasse. Ou o caminho de fazer um filme de porradaria pra os marmanjos acéfalos e suas namoradas burras poderem ir juntos se divertir sem se perguntar muita coisa da história. Escolheu esse último.

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