Filme – O dia em que a Terra parou. Não vale o ingresso, espere o DVD

Fui assistir somente para ver os efeitos especiais depois que vi um especial sobre o filme na MTV. Assisti a versão original em preto e branco que tenho em DVD e fui ao cinema no dia seguinte ver se o filme era tão ruim quanto a crítica do Omelete afirmava. Para falar a verdade, o filme só é ruim por não ter inovado em nada, pegou a fórmula muito simples de um clássico e encheu de efeitos, mexeu uma coisa aqui e ali trazendo alguns temas para a nossa realidade e foi só.

GORT que poderia ser muito mais destemido e aterrorizante devido a atual computação gráfica ficou apenas maior, seu poder de destruição se limitou a virar um monte de “micro bichinhos” que devoravam tudo pela frente. Apesar que destruir tudo ficou sem muito sentido, afinal o lance era salvar o planeta. Esta questão de como Klaatu tiraria/exterminaria/whatever os humanos da Terra ficou mais implícita no primeiro filme, acredito que exatamente por ser um ponto complicado de desenvolver.

Gostei da atuação do Keanu Reeves, é bem como a crítica do Omelete lembrou, Reeves escolhe bem seus papéis, personagens frios e sem muita emoção, apesar de que em “A Casa do Lago” sua atuação, foi boa também, e o personagem era “normal”. Sobre a lindíssima Jennifer Connelly, concordo com o Omelete, ela virou o centro do filme e a atuação exigida para o personagem não correspondeu. Connely simplesmente estava ali falando umas frases e atuando com o filho do Will Smith, que provou que talento não é genético, muito menos hereditário.

Por incrível que pareça, gostei do filme, é como disse, Scott Derrickson poderia ter desenvolvido melhor alguns pontos que faltaram até na versão original, mas não, preferiu repetir até as lacunas do roteiro. E não venham me dizer que a versão de 1951 é absurda fodasticamente melhor que o remake, a atuação de Patrícia Neal é risível, péssima para falar a real, e aquele filho dela é tão mala quanto o personagem de Jaden Smith.

A versão de 51 só é foda pelo “pioneirismo” e mais nada, os filmes em si são bem parecidos, portanto se um é ruim o outro também é! O único erro foi o remake ter sido feito, o mundo não precisava de outro “O dia em que a Terra parou”, o original de 51 já tinha cumprido seu papel ajudando a introduzir o tema e etc, o remake passou a ser apenas mais um filme de alienígenas querendo destruir a Terra, sem nada de novo…

Next please!

O Dia Em Que a Terra Parou
The Day The Earth Stood Still
EUA, 2008 – 103 min
Ficção científica
Direção: Scott Derrickson
Roteiro: David Scarpa, Edmund H. North (1951)
Elenco: Keanu Reeves, Jennifer Connelly, John Cleese, Jaden Smith, Kathy Bates, Robert Knepper, Jon Hamm, James Hong

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4 Responses to “Filme – O dia em que a Terra parou. Não vale o ingresso, espere o DVD”

  1. uou, voltando dos mortos, hehehehe. Eu achei o filme bem fraquinho. Não chega a ser horrível, pois consegui assistir até o fim. O problema é que fui assistir com expectativa. Estava esperando o filme a muito tempo.

  2. O Dia em que a Terra Parou – The Day the Earth Stood Still…

    Da mesma forma que fiz com Cloverfield e Fim dos Tempos, eu disse pra minha esposa que o filme O Dia em que a Terra Parou não seria lá muitas coisas, mas a teimosa insistiu (uma teimosa insistir não é pleonasmo?), como fez …

  3. Eu acho que assisti a essa versão em P&B, em alguma reprise da globo. Não é das piores mas dá para passar sem.

    Ultimamente não tenho mais paciência para esse tipo de filme, o último que conseguiu me tirar de casa foi o Cavaleiro das Trevas. O próximo certamente será Star Trek, se bem que estou com medo do que fizeram.

  4. Cara eu discordo de você.

    O filme foi uma releitura de clássico de 51 no qual o foco era a guerra atômica, e nesta nova versão, é o aquecimento global tendo como a humanidade, o vilão.

    E outra coisa muito importante, uma dezena de detalhes foram mudados no filme – no original o robo era estático e aterrorizador, nesta versão achei muito mais em tudo, e detalhe.. os “insetinhos”que você se refere é a nova fronteira da ciência: a Nanotecnologia. A versão atual é superior em tudo, só não no romantismo que o filme original tem por ser em preto-e-branco.

    A única coisa que não gostei, foi o tratamento dado ao alienígena e mocinha do filme nesta nova versão – ao contrário do original, eles não tem sequer um envolvimento pseudo-afetivo, ela tem terror dele… isso foi bola fora do roteiro.

    Mas fora isso, a cena final do filme quando a mocinha é salva pelo alienígena que provoca o pulso atómico e salva o mundo, são infinitamente melhores que o original.

    O problema do filme é quem ele não facilmente digerivel, há muita tecnologia e coisas de nossa situação envolvida, como a queda da bolsa americana por conta do ovni pousado no central park.

    E a critica do omelete é superficial. Há tempos não a leio. Procure o IMDB é infinitamente melhor.

    Parabéns pelo blog!

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