Igreja Universal do Reino de Deus devolve doações de fiel

Lendo o Portal do Ruas, um jornalista aqui da cidade, me deparei com a história de Maria Pinho, mais uma infeliz coitada que caiu nas garras da Igreja Universal do Reino de Deus e suas doações para a elevação do espírito e auxílio nas obras de Edir M… quer dizer, Deus! A matéria intitulada “Igreja devolve doações de fiel que ficou na miséria”, original do site Consultor Jurídico, é mais um capítulo da farra do dízimo que acontece todos os dias com milhares de anônimos em várias filiais da IURD no Brasil e no mundo.

Leia abaixo um resumo da história feito pelo Ruas e reflita com relação ao último parágrafo, acho que vou adaptá-lo para usar como assinatura de email. Aquela frase é a melhor e mais sucinta explicação para o fato de determinadas pessoas entregarem seu dinheiro à igrejas. Dinheiro conseguido com muito custo que é extorquido por criminosos que se dizem pastores. Esta história só ensina uma coisa, faça doações a Igreja utilizando cheques nominais, assim fica mais fácil de provar a extorsão caso você perca todo o seu patrimônio e se arrependa no futuro.

Só para não esquecermos desta clássica aula do Bispo Edir Macedo ensinando seus pastores como ludibriar, amedrontar e enganar os fiéis da universal, aí vai o vídeo:

Igreja devolve doações de fiel que ficou na miséria

A Igreja Universal do Reino de Deus está obrigada a devolver R$ 10 mil para a costureira Maria Pinho que lhe entregou todo seu patrimônio e hoje amarga a miséria. A decisão é da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria de votos. Ainda cabe recurso.

Para o TJ paulista, “a liberdade de aderir a uma religião não constitui salvo conduto para que as igrejas recebam dádivas vultosas. O entendimento da turma julgadora foi o de que o Código Civil brasileiro impõe limite à doação e determina que quando ela é feita sem reserva de bens suficientes para a subsistência do doador é nula de pleno direito. Os julgadores destacaram que a decisão é um recado não só para a Universal, mas para todas as igrejas.

A costureira passou por várias igrejas evangélicas (Quadrangular, Batista, Presbiteriana, Internacional) até bater às portas da Igreja Universal do Reino de Deus, onde imaginou ter encontrado a resposta para suas angústias espirituais. Ela alegou que doou à IURD R$ 106.353,11, resultado da entrega de vários bens e da venda de dois imóveis.

Maria Pinho tinha uma pequena confecção que funcionava em sua casa. Ela disse que semanalmente entregava entre R$ 500,00 e R$ 700,00 para a igreja. Afirmou que trabalhava na limpeza de banheiros da igreja, na organização do local das missões e no auxílio de campanhas para atrair novos fiéis. A costureira afirmou, ainda, que acabou por vender as duas máquinas de costura que tinha,, as ações de telefone e um apartamento no valor de R$ 20 mil. Comprou um outro apartamento por R$ 8 mil e entregou a diferença para a igreja.

Ela contou, também, que diante das pressões de pastores e das ameaças de que seria amaldiçoada por Deus caso desistisse de participar dos eventos da igreja, acabou vendendo o novo apartamento por R$ 15 mil e entregou um cheque administrativo nominal à IURD no valor de R$ 10 mil.

A ex-obreira afirmou que fez as doações na esperança de que as graças prometidas pelos pastores seriam alcançadas. Como isso não aconteceu, ela passou a viver em situação de miséria e arrependeu-se das doações que fez. Ela considera que foi vítima de armadilha, armação e cilada. Maria Pinho também disse que a receptação de seus bens foi um ato ilícito praticado pela Igreja Universal.

A turma julgadora reconheceu que a situação vivida hoje por Maria Pinho inspira piedade e compaixão. A mulher levava uma vida razoável e agora é uma indigente, sobrevivendo da misericórdia alheia. Nesse aspecto, segundo entendeu o relator sorteado, desembargador Ênio Zuliani, as provas são persuasivas. A igreja admite e confessa que recebeu doações da ex-fiel, mas a única prova material das oferendas que há é a emissão de um cheque de R$ 10 mil que foi compensado em julho de 1997.

O entendimento da maioria vencedora no julgamento foi o de que é nula a doação de todos os bens sem reserva de parte ou renda suficiente para a subsistência do doador. Que essa limitação tem interesse individual e social, para que cada membro da comunidade tenha sua própria fonte de recurso e de sobrevivência, requisito que também preserva o Estado de ter que arcar com o amparo de mais uma pessoa carente.

A tese vencedora entendeu que a generosidade excessiva e a liberalidade impetuosa da costureira revelavam sua fraqueza de espírito e fragilidade emocional, numa busca irracional por uma razão religiosa.

Resumo do Portal do Ruas | Acredite, o site não abre direito no Firefox =|
Leia a reportagem completa no Consultor Jurídico

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2 Responses to “Igreja Universal do Reino de Deus devolve doações de fiel”

  1. Eu não concordo!!!
    Deu, se fodeu! Não tinha que reaver nada, pra aprender a não se enfiar em igrejas embusteiras.
    Devia ficar na merda pro resto da vida!

  2. Monteiro António on October 30th, 2008 at 3:12 pm

    Eu não concordo.
    É bom falar mal dos outros quem sabe se eles são ladrões ou não,
    quem sabe se enganam mesmo ou não,também não sei?
    E se o Deus que eles falam é verdadeiro, todos aqueles que andaram a falar mal vão se foder.
    Porque não é possivel que em cada site ou blog que entro tem materia da universal. Quem muito é perseguido guarda segredos.
    Quem sabe!

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