Primeira temporada de Battlestar Galactica

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Esta nave, a última de seu tipo ainda em serviço, foi construída há mais de 50 anos no início da Guerra com os Cilônios. Originalmente haviam 12 Naves, representando cada uma das 12 colônias de Kobol. A Galactica representa Caprica, e teve como primeiro líder o Comandante Nash…

Comecei a assistir Battlestar Galactica depois de muito tempo que a minissérie inicial que retomou a franquia de BSG (Battlestar Galactica: The Miniseries) e alguns episódios da série estavam no computador. Conheci a série no final da segunda temporada (mar/06) e comecei a colecionar episódios no início da terceira (out/06), assistir mesmo só aconteceu a umas três semanas, quando terminei minha coleção, já então viciado, por mais uma série.

Battlestar Galactica, filmada no Canadá, atualmente está na quarta temporada e hoje tem 58 episódios exibidos, até agora eu assisti os 13 que compõe a primeira temporada e pretendo terminar o feriado/fim de semana acompanhando a quarta temporada ou bem perto disso. Escrita a muitas mãos, mas basicamente pelo seu “criador” Ronald D. Moore, BSG é baseada na série homônima criada por Glen A. Larson em 1978 e tem grande sucesso de crítica e, principalmente, de público.

Abaixo existem informações que podem ser consideradas spoilers.

Adaptei alguns textos da Wikipedia em português e inglês, a descrição básica da série é seguinte:

De acordo com as escrituras religiosas Coloniais, Kobol era o mundo no qual os humanos e os Deuses (Lords of Kobol) viviam em harmonia antes de os primeiros serem forçados a abandoná-lo devido a um conflito não explicado entre os Deuses. Os humanos então, organizados nas chamadas Doze Colônias de Kobol (Aerelon, Aquaria, Canceron, Caprica, Gemenon, Leonis, Libris, Picon, Sagittaron, Scorpia, Tauron, Virgon), passaram a viver em diversos planetas de outro sistema solar. Isso ocorreu há cerca de quatro mil anos e, durante o seriado, são feitas numerosas referências a esses Deuses, que coincidem com a nossa cultura greco-romana. Tal referência é feita, pois, na série, nós, habitantes da Terra, somos descendentes da décima terceira colônia que deixou Kobol e se perdeu no espaço, vindo a colonizar nosso planeta.

Segundo o Wikipedia, BSG faz alusão às velhas civilizações dos egípcios, dos maias, dos incas, dos toltecas e outras tantas, que poderiam ter sido descendentes de seres espaciais. O enredo do seriado sugere que esses seres humanos “que até hoje lutam pela sobrevivência em algum lugar do espaço” seriam os antepassados dessas antigas civilizações. A grande referência que se faz a Terra na série é após uma grande batalha contra os Cylons quase no final da minissérie inicial de Battlestar Galactica, após todos da Galactica terem orado pelos mortos em batalha, guiados pela Sacerdotisa Elosha, Comandante Adama profere as seguintes palavras:

Serão eles os afortunados? (referindo-se aos mortos) É isso que estão pensando, não é? Estamos muito longe de casa. Saltamos para muito além da Linha Vermelha… para o espaço inexplorado. Mantimentos limitados. Combustível limitado. Sem aliados. E agora, sem esperanças! Talvez tivesse sido melhor para todos uma morte rápida… voltar para as colônias
com nossas famílias… no lugar de morrermos aqui, lentamente… no escuro vazio do espaço. Para onde iremos? O que faremos? “A vida aqui começou lá fora.” Estas são as primeiras palavras dos pergaminhos sagrados. E nos foram ditas pelos Lordes de Kobol… há muitos incontáveis séculos atrás. E deixaram bem claro que não estamos sós neste universo. Elosha, existe uma 13ª colônia da raça humana, não existe?

Elosha:

Sim. Os pergaminhos dizem que uma 13ª tribo deixou Kobol nos Primeiros Dias. Viajaram para longe e construíram seu lar em um planeta chamado Terra… que orbita uma distante e desconhecida estrela.

Adama:

Não é desconhecida. Sei onde fica! Terra… o maior segredo que temos. A sua localização era conhecida apenas pelos comandantes mais graduados da frota… e não nos atrevíamos a compartilhá-la com o público. Não enquanto houvesse uma ameaça Cilônia sobre nós. Agora temos um refúgio para onde ir… um refúgio que os Cilônios não sabem a respeito! Não será uma jornada fácil. Será longa e árdua. Mas prometo a vocês uma coisa. Em memória daqueles que jazem aqui em nossa frente… iremos encontrá-la. E a Terra virá a ser nosso novo lar.

A série na verdade começa na minissérie inicial (Battlestar Galactica: The Miniseries | O Retorno de Galactica), e se passa 40 anos depois que a humanidade, organizada em 12 colônias, teve que enfrentar uma guerra declarada pelos Cylons. Cylons são criaturas robóticas criadas pelos humanos para facilitar a vida nas colônias que se rebelaram contra seus mestres. Após um longo e sangrento conflito os dois lados declararam armistício e os Cylons partiram para outro mundo, deixando os humanos em paz. Uma estação espacial distante foi construída para que os dois lados pudessem manter relações diplomáticas, sendo que todos os anos, durante os quarenta anos do pós-guerra os Colonos enviavam um oficial, mas os Cylons (ou Cilônios) nunca enviaram ninguém, até que um dia eles resolveram aparecer.

Séries bem construídas e que te surpreendem a cada novo episódio como BSG não deixam lacunas para comentários, tudo é sensacional! O que posso sugerir é que Battlestar Galactica: The Miniseries (2003, USA, 180m) que no Brasil virou O Retorno de Galactica é essencial para que se entenda o enredo da série. Digo isso pois sites conceituados como o IMDb separam BSG: TM da série BSG (2004), que no site tem sua primeira temporada iniciada com o episódio “33” em 18 de outubro de 2004, sendo que a minissérie inicial é de dezembro de 2003. Marinheiros de primeira viagem na franquia BSG, como eu, podem se confundir e não ligar BSG: TM a série.

Caso comecem a acompanhar, não percam BSG: TM, base de toda a série, o episódio 08, Flesh and Bone, que é uma viagem total com as discussões sobre o que é Deus, alma e se os Cylons podem ter alma ou não, extremamente filosófico com muitas teorias levantadas. E os dois últimos episódios “Kobol’s Last Gleaming: Part 1 e 2” que acrescenta muita coisa nova para a segunda temporada. Para quem acompanhou Galactica em 2005, deve ser sido desesperador esperar seis meses até o início da segunda temporada, as circunstâncias do final da primeira temporada são de cair o queixo =)

Uma coisa que me deixa extremamente confuso, lembre-se que estou na primeira temporada, é a crença absurda que alguns os Cylons têm em Deus, mais até que muitos humanos. Episódios como o sétimo “Six Degrees of Separation” e o décimo “The Hand of God” mostram bem isso.

Salto hiper-luz, gerador FTL, gerador VSL, XO, expedições a planetas desconhecidos… pode-se dizer que são pitadas de Star Trek e Star Wars em apenas um série. Apesar de BSG estar na quarta temporada, eu aconselho começar a acompanhar, para quem esta carente de séries de ficção científica de qualidade é um prato cheio =)

ps. gaius baltar é um maluco foda!

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