Desejo de Matar. A arte imitará a vida?
Outro dia (acho que domingo para segunda) passou no Corujão o primeiro Desejo de Matar (Death Wish, 1974), cara, que filme gostoso de assistir, me lembrou as “sessões da tarde” que praticamente não perdia na adolescência. Nós ficávamos muito na rua até os 12 / 13 anos, mas sempre que passava filmes de ação, principalmente com o Charles Bronson, a molecada se reunia na frente da TV.
Apesar do filme ser de 1974, até a década de 90 ele era figurinha carimbada das tardes da Globo, mas com a mudança de público, ele foi jogado para as madrugadas. Para quem nunca assistiu a este clássico dos anos 70, Bronson é Paul Kersey, um pacato e bem sucedido arquiteto nova-iorquino, que tem sua mulher morta e sua filha traumatizada por três bandidos que invadiram sua casa. Após o incidente, Kersey viaja a trabalho para o interior e acaba ganhando de presente um revólver calibre 32 e, anonimamente, passa a ser conhecido pela mídia e aclamado pela população como “O Vingador”. Nesta viagem ao interior, Paul se descobre um exímio atirador, sendo ex-combatente de guerra, ele começa a se aventurar na então violenta Nova Iorque a procura de marginais para fazer justiça com as próprias mãos e vingar a morte de sua esposa. As situações são ótimas, Paul escolhe os parques e vielas escuras para “passear” matando a sangue frio qualquer pessoa que tente assalta-lo.
Situação típica no filme: Ei bacana! Passa a carteira aí! Paul saca a arma dá três tiros no sujeito sem falar nada, ou dá um tiro, o cara cai, para, no chão, levar mais uns dois ou três tiros. Isso sim é combater a violência! =D
O filme é bom pelo mesmo motivo de Tropa de Elite, sabe quando tu se imagina na situação do assalto e pensa no prazer que seria (não sejam hipócritas) poder sacar uma arma e disparar pelo menos três tiros no maldito que está tentando levar o que é seu!? Não consegue se imaginar sendo assaltado? Sorte sua, pois passar por esta situação é a pior coisa que existe! Eu ando meio Denny Crane, sou a favor da liberação das armas e da pena de morte, principalmente deste último Ficaria extremamente satisfeito em saber que bandido condenado por crime hediondo deixaria de onerar o estado, pois partiria desta para a pior. Violência se combate com força, no sentido amplo da palavra! Este estado fraco, equipado com policiais obesos e que deixa a favela iniciar a construção de fortalezas medievais, vai continuar deixando a sociedade a mercê da violência, até o momento que alguém assuma o papel de Paul Kersey e comece a fazer justiça com as próprias mãos.
Clássico dos anos 70 que deveria passar com regularidade no Supercine =)
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hehehehehe, você anda meio revoltado hein??? Mas, o filme é muito bom, gosto de assistir quando passa na televisão, pois em locadodoras é virtualmente impossível encontrar. A sequência é muito boa também, mas depois virou filme clichê. Acho que a série foi até o 5º filme.
Domingo para segunda não teve corujão, teve “manutenção” na globo…
Eu sei, tenho ficado MUITO acordado de madrugada ultimamente….rs
Abração