30 Dias de Noite
Imagine o ultimo resquício de civilização ao norte do Alasca, pois bem, Barrow é este lugar, na verdade, Barrow e a cidade acima dos 2000 habitantes mais setentrional do mundo. Escolhido como cenário para 30 Dias de Noite, esta distante cidade de pouco mais de 4500 habitantes do Alasca é palco de um dos piores filmes que assisti em 2007. Thriller de Ação / Terror / Suspense para maiores de 18 anos que não convence ninguém.
Por que 30 Dias de Noite é ruim?
Não sei se não peguei a sacada do filme, originado dos quadrinhos, mas o roteiro poderia ter sido mais focado nas criaturas/vampiros e não na perseguição sem sal que tomou conta de mais da metade da trama. Juro, faltando uns trinta minutos para acabar, eu não agüentava mais aquele joguinho de gato e rato entre os humanos imbecis que insistiam em sair do esconderijo sem motivos relevantes e as criaturas toscas que falavam um “dialeto” esquecido e se achavam a bolachinha mais gostosa do pacote. O filme não tem dinamismo, não tem sustos, as criaturas parecem que saíram do clip do Evanescence (orçamento baixo?) e o pior, não tem história.
Na verdade até tem história, como tem origem nos quadrinhos, Steve Niles deve ter desenvolvido um mega enredo nas pouco mais de dez edições de 30 Days of Night, mas o filme infelizmente não trouxe toda esta bagagem para as telonas. Resumindo, sem spoilers, no último dia de sol antes dos 30 dias de noite que castiga Barrow, uma série de acontecimentos isolam a cidade do restante do mundo, telefones por satélite aparecem queimados (?), a internet, a energia e as comunicações em geral são cortadas e um forasteiro maluco aparece dizendo que xerife vai morrer, que o irmão do xerife vai morrer, que a velhinha vai morrer, que a mocinha bonita vai morrer, que todos vão morrer e que o “eles” estão chegando.
Pois bem, “eles” chegam falando entre si, no tal dialeto, que “foram subestimados”, que “os humanos não sabem com quem estão lhe dando”, que eles “são do cacete” e bingo, matam todos na cidade (não é spoiler, o trailer mostra isso), sobrando apenas uns três ou quatro. Após isso, BOOM, o filme acaba, os créditos sobem sobre o rosto de ódio da mocinha da sinopse, as luzem acendem, e você vai embora pensando em pedir seu dinheiro de volta. Se o roteiro tivesse sido focado nas criaturas, teria sido muito mais interessante, não estou dizendo excluir as cenas de morte, mas pelo menos contar de onde raios vieram aqueles seres, o motivo deles falarem aquele dialeto, por que especificamente passaram, ou estavam, em Barrow, a quantos anos/séculos eles fazem isso e por que, dúvida mais importante, o vampiro chefe se chama Vicente.
Pelo que entendi, a história do filme é baseada no primeiro quadrinho da série 30 Days of Night, escrita por Steve Niles e publicada em junho de 2004. O restante dos quadrinhos privilegia mais a história da mulher do xerife após todo o ocorrido no filme, mostrando como ela sobreviveu ao ataque e seguiu para Los Angeles. Segundo o Omelete, 30 Dias de Noite terá continuações, afinal de contas ainda existem muitos quadrinhos da série para serem adaptados.
Eu não recomendo o filme, mesmo que a produção tenha sido “abençoada” por Sam Raimi (onde estava o Peter Jackson?), o roteiro ficou simplório demais. As criaturas chegam sem mais explicações, matam todos, vão embora, final do filme. Adaptação para o cinema não tem este nome a toa, deve ser adaptada oras. Exceto pela possibilidade de você ganhar o ingresso ou ter uma companhia fodásticamente agradável, espere sair em DVD, não vale o ingresso, a pipoca, muito menos o seu tempo. Assistam Beowulf duas vezes, mas não assistam 30 Dias de Noite!
30 Days of Night, Nova Zelândia/EUA, 2007 - 113 min
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hehehehehehe, ficou irado com o filme hein? Eu achei um filme simpático, mas poderia ter esperado o DVD. A gente devia ter visto A Bússola Mágica, mesmo dublado :-)
Tem um filme nada a ver com esse que se passa no mesmo lugar, acho que com o Al Pacino, que não consegue dormir e vai pirando, muito bom.
Filme de terror que assisti no final de semana, bom para umas risadas: Wrong Turn 2, canibalismo e humor negro.
Pior mesmo é o cinegrafista com Mal de Parkinson. O diretor deve ser discípulo (bem dedicado, por snial) do Michael Bay. E Sam Raimi, depois do que ele fez em Homem Aranha 3, não merece um pingo do meu respeito.
Só assisti essa bomba por causa da minha namorada. E pensar que íamos assistir Bee Movie, antes dela ver o pôster e mudar nossos planos…
[]’s!