A Lenda de Beowulf

Semana passada fui ao cinema assistir A Lenda de Beowulf, um dos poucos filmes legendados que povoam as salas aqui da cidade, e olha, gostei muito do filme, diversão e entretenimento de primeira linha. Como não sou parâmetro para um filme ser considerado realmente bom ou ruim, fui conferir no Omelete e no MovieCast o que estavam dizendo do filme, encontrei elogios e mais elogios.

O filme é todo feito a partir da captura dos movimentos dos atores - Angelina Jolie, Ray Winstone, Anthony Hopkins, John Malkovich e outros. A partir de roupas ultra mega apertadas e lotadas de sensores, os movimentos vão sendo digitalizados e ganhando forma nas mãos da equipe dirigida por Robert Zemeckis, o resultado é muito bom, não perfeito, claro. Só pelo fato das expressões poderem ser captadas pelo espectador, eu já considero um grande avanço. Você enxerga no rosto dos personagens o que eles estão sentindo ou pensando, para mim, isso foi o diferencial do 3D de Zemeckis. Mas, sempre tem um mas, a sensação de mortos vivos falantes citada pelo Omelete ainda existe, bem sutilmente, mas existe.

O filme é muito bom, daqueles que compensa comprar o DVD para espiar os extras e assistir naquele sábado que não se tem nada para fazer. Beowulf é um guerreiro geata que vai até um reino na Dinamarca para livrá-lo de uma criatura maléfica conhecida como Grendel, no meio disso, ele encontra a mãe de Grendel e faz um acordo com ela, mas claro que não é tão simples assim. Existe um plot fodástico nesta relação entre a mãe de Grendel e o tal reino, que só mesmo assistindo ao filme para saber.

Uma coisa que incomodou o Erick do MovieCast e também me deixou meio inquieto, foi a luta de Beowulf e Grendel em que Beowulf luta nu com a criatura. Esta peripécia do guerreiro, fez com que Zemeckis sempre colocasse uma penumbra, um candelabro, uma corrente ou qualquer outra porcaria que impedisse mostrar o sexo do geata. O resultado foram várias cenas muito artificiais, fazendo você se perguntar o que raios aquela roda gigante estava fazendo ali em cima da mesa exatamente na frente da câmera.

Beowulf possui doses certeiras de humor e ação aliados com uma fotografia (existe isso no 3D?) fenomenal, os cenários do filme são de babar. Os roteiristas Neil Gaiman e Roger Avary, transformaram as 1300 linhas do poema mais antigo da língua inglesa, datado de 1010, em um filme denso, cheio de aventura e com muito sangue espirrado pelas paredes. Eu recomendo muito o filme, mas vá tendo claro que você vai assistir uma história mitológica viking roteirizada de um poema de 1000 anos atrás, não procure sentido ou explicações técnicas para determinadas cenas, apenas divirta-se.

Beowulf, USA, 2007, 113 min

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4 Responses to “A Lenda de Beowulf”

  1. Beowulf coloca Rambo, Capitão Nascimento, Chuck Norris, Leonidas, entre outros, no chinelo.

    O cara com uma “faquinha” mata 9 (?) demônios marinhos, isso porque já estava há 5 dias nadando numa competição. Sem contar que ele mata um OGRO apenas cortando UM braço do bicho em uma porta.

    Uma maravilha. A diversão é garantida :P

    E a cena do dragão? Sensacional :P

    Não vou falar mais coisas porque senão perde a graça, mas apesar dos pesares, o filme é muito bom. :)

  2. Putz Coeli, esqueci de escrever isso do filme, Capitão Nascimento é uma dama perto do Beowulf =D

  3. Que o cara é macho não dá para duvidar, mas acho que o filme poderia ter mais violência, afinal de contas a classificação do filmes está muito baixa :-)

  4. O que eu mais gostei foi do fato de ter assistido o filme em exibição 3d… O filme em si eu achei legal, mas nada de mais.

    A parte técnica é realmente muito boa.

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