O problema não é o Presidente, é o povo!

Muito bom o artigo do Saboya sobre o último debate antes da eleição. Ele não gostou do debate por alguns motivos e eu por outros.

Não que seja petista, para falar a verdade votei por votar, sei que isso é uma droga, mas os fatos me obrigaram a isso… Para mim, a Globo escolheu este esquema de debate com perguntas surpresas exatamente sabendo da dificuldade do Lula com improvisos. Alguns amigos me ligaram percebendo a mesma jogada, ainda bem, no início achei muita “teoria da conspiração” de minha parte. Este estilo de debate aliado à reportagem da Época e da Veja sobre o Alckmin mostra a “qualidade jornalística” de alguns meios de comunicação! Cadê a imparcialidade?

Já disse, não sou petista, não concordo com nenhum dos dois! Como funcionário público estadual, detestei o governo Alckmin, acredito que ele não anda bem nas tais pesquisas pelo governo que fez em São Paulo. A educação paulista é um bom exemplo desta péssima administração (imagina a progressão continuada no Brasil inteiro!), o Lula não fica muito atrás com este esgoto todo jorrando de Brasília.

Assisti somente aos dois primeiros blocos do debate, já tinha prometido para mim mesmo que debates não levam a nada, é tudo teatro, péssimo teatro. Não vai ser um debate que vai mudar algo, as pessoas votam por obrigação e não estão nem aí para pesquisas, debates ou jornais, um exemplo disso são as notícias de Brasília e os votos do Lula no primeiro turno.

Hoje no ônibus muitas pessoas falavam em votar no Lula por que não queriam que o Alckmin assumisse a presidência, que o preço do arroz e da carne está muito mais acessível que no governo passado. Fiquei surpreso as pessoas associarem o Alckmin com o Fernando Henrique, mostra que o povo não é tão burro assim, ou é? Tenho minhas dúvidas.

Só sei que hoje votei por obrigação! Decidi no meio do caminho por meio de uma super estratégia que também desenvolvi no tropeço. O candidato do qual encontrei menos papel no chão, estes malditos santinhos, propaganda cara e inútil, foi o escolhido. Fui pisando no Alckmin por uns dez quarteirões, não encontrei um papel sequer do Lula pelo caminho. Para mim, como esse lance de “o seu voto faz a diferença” não cola, vai ficar do mesmo jeito que está. Como se com o resultado contrário fosse mudar algo.

Vivemos no Brasil, o país do Valdemar Costa Neto, Collor, Clodovil, Maluf e Frank Aguiar! O que adianta trocar o Presidente se a coisa toda está errada? Por isso só investi o tempo mínimo necessário para tomar esta decisão.

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5 Responses to “O problema não é o Presidente, é o povo!”

  1. Cara!!!!
    Não é possível!!!
    Não podemos morar no mesmo país!!!
    Você concorda com a história dos preços do arroz e da carne?????
    No governo passado eu comprava picanha a 7 reais!
    Diz aí onde vc compra picanha a esse preço hoje????
    Mas também que se foda, se fosse qualquer outro governo estaria a mesma porcaria… não importa qual é o presidente, a realidade é que até o papel higiênico que diminui de tamanho, aumentou o preço e perdeu em qualidade….
    Ou seja… pobre tem q comer costelão e limpar o c* com lixa 40…
    E o lula ainda diz que agora o povo pode comer filé minhom!!!!
    Vai tomar no meu c* pra não gastar o dele… :x

  2. Eu torço para que tudo dê certo…

    Tomara… =)

  3. Eu acho que essa história do Arroz, feijão e carne é a coisa mais idiota que as pessoas podem dizer, é uma pobreza de espirito desgraçada!

    Meu professor de quimica passou as ultimas duas semanas tentando me convencer que esses três itens estão mais baratos, que era graças ao lula e que isso era o suficiente, nós temos que ver além, sem falar do esmola familia…

  4. Ô, Kadu, parece até que você não fez jornalismo. Eu, pelo menos, aprendi no primeiro semestre de faculdade que imparcialidade não existe.

    Quanto à reeleição do Lula, cada povo tem o presidente que merece. Minha maior preocupação agora é decidir se me mudo pro Canadá ou pra Noruega. O último a sair… bem, você sabe.

  5. O Vitor falou mais ou menos o que eu ia falar na questão de merecer o presidente que temos, mas acho que nesse caso o povo mereceu os candidatos que teve. Vide os mais votados.

    No primeiro turno você deu um voto verdadeiramente com gosto para alguém? Eu votei exatamente em siglas com ideologias impraticáveis no Brasil, utopias, anulei meu voto para governador e votei no Lula por interesses puramente pessoais. Segundo turno eu justifiquei e se tivesse votado tinha anulado tanto governador quanto presidente dessa vez.

    Nunca pensei que iria anular um voto, mas dessa vez eu não tive escolha, literalmente. Votar no “menos ruim” era a solução? Não. Era solução tanto quanto o voto nulo? Então eu anulei só de pirraça!

    Eu sempre fui contra dizer “eu odeio política”, mesmo odiando me sentia na obrigação de debatê-la, de participar, de não anular meu voto, de não dizer que odiava para me convencer de que era necessária a participação para melhorar nossas vidas. Mas esse período político atual definitivamente me fez desistir com minha persistência, mais do que nunca odeio a política com todo meu fígado e não sei o que esperar do Brasil, com ou sem Lula!

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