José Serra, Governador de São Paulo!

Assistindo a TV, parei em uma declaração do Governador eleito de São Paulo, José Serra do PSDB, em que ele afirmava que seu governo será pautado em três grandes objetivos:

saúde a médio e longo prazo;

educação a médio e longo prazo;

segurança a curto prazo;

Infelizmente, a descrença que toma conta do eleitorado brasileiro me tira a esperança destes tipos de propostas mas, uma coisa pode ser feita, relacionar os principais objetivos e metas do governo Serra para constatar ao final do mandato se ele realmente cumprirá que prometeu, mas, devido a já mencionada descrença, todos nós sabemos o resultado.
Depois de escutar as declarações de Serra fui buscar pelo site da campanha para rever quais eram especificamente as propostas para os próximos quatro anos e encontrei a seguinte mensagem:

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Segundo o site do até então concorrente de Serra, Mercadante

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…os dois sites foi retirados do ar devido ao Artigo 22 da Resolução Nº. 22.261 do TSE, que impede propaganda eleitoral dentro de certo prazo de tempo antes e depois da eleição. Engraçado como a justiça é eficaz com certas coisas que não influem em nada na vida de ninguém, proíbe sites, mas permite indiretamente a boca de urna com aqueles milhares de santinhos espalhados pelas ruas e calçadas dos locais de votação sem haver nenhuma punição para os responsáveis.

Bom, mas a intenção aqui é fixar as propostas de governo que Serra tem para São Paulo nestes próximos quatro anos, a página foi sumariamente deletada, mas graças ao santo cache do Google se a página não voltar após o cumprimento do período, temos todo o conteúdo que interessa a disposição.

Vou me ater somente aos três objetivos que Serra afirmou serem os principais de sua campanha, todas as idéias e compromissos do candidato do PSDB para São Paulo podem ser lidas no cache da página de idéias para São Paulo.


Saúde

1 - Junto com os municípios, vamos planejar a regionalização dos serviços de Saúde, implantar de vez o cartão SUS no Estado, e ampliar para os outros municípios de São Paulo a bem sucedida experiência das AMAs – Atendimento Médico-Ambulatorial, intermediários entre os postos de saúde e os pronto-socorros, que estão indo tão bem na Capital. Nesse novo modelo, a pessoa recebe atendimento na hora, sem ter de agendar consulta.

2 - Mas vamos também dedicar muito esforço à humanização do atendimento a Saúde, que hoje representa o maior déficit do setor em todo o Brasil: atenção e respeito com as pessoas.

3 - Desde a sua atuação como ministro da Saúde, e também como prefeito de São Paulo, Serra tem demonstrado sua preocupação em dar à saúde da mulher a atenção que necessita e merece. No governo do Estado, Serra quer implantar programas que garantam o bem-estar da mulher em todas as fases da vida, e mais ainda no período da maternidade. Para atender a futura mãe e o bebê no primeiro ano de vida, Serra vai implantar o programa Mãe Paulista – desdobramento do programa Mãe Paulistana, que Serra implantou com sucesso na Capital paulista –, garantindo à gestante acompanhamento na gravidez em sete consultas médicas, e assistência ao recém-nascido. A criança terá, por exemplo, a garantia da realização de exames imprescindíveis como o teste do pezinho. O Mãe Paulista será desenvolvido em parceria com as prefeituras, as Santas Casas e as faculdades de Medicina e terá como objetivos melhorar a atenção à saúde da mulher, garantir os exames e reduzir ainda mais os indicadores de mortalidade infantil e materna no estado de São Paulo.

4 - Saúde para todos é marca de José Serra. Na prefeitura de São Paulo, criou o programa “Remédio em Casa”, que compreende a entrega domiciliar de medicamentos a pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e que não podem ir até as farmácias. Mais de 12 mil pacientes com doenças crônicas já recebem os medicamentos. “Dessa forma, os idosos que precisam de remédio para hipertensão, por exemplo, não vão precisar ir ao Posto de Saúde. Receberão o remédio em casa, entregue pelo Correio”, afirmou Serra.

5 - O programa Dose Certa, criado pelo Governo do Estado em 1995, distribui gratuitamente para 645 municípios paulistas 41 tipos de medicamentos. Serra quer ampliar a lista para mais de 80 medicamentos, reafirmando, assim, seu compromisso com a Saúde de São Paulo. [...] Produzidos pela Fundação para o Remédio Popular (laboratório oficial do Governo do Estado), os medicamentos são distribuídos em estações de Metrô, trem e ônibus, além de hospitais e ambulatórios estaduais. Para usufruir do benefício, a pessoa deve apresentar a receita do posto de saúde ou de qualquer hospital da rede pública e retirar seu medicamento. Com a ampliação da lista de medicamentos, José Serra ainda vai impulsionar a geração de empregos na região de Américo Brasiliense, onde está sendo construída mais uma fábrica de remédios do Estado.

6 - Serra já anunciou a criação de dois Centros Regionais de Especialidades. Um será em Votuporanga, o outro, em Santos. Com eles, Serra quer que a população tenha perto de seu domicílio, atendimento médico adequado, sem precisar se deslocar grandes distâncias para realizar consultas e exames. A idéia é oferecer serviços especializados de diferentes tipos de encaminhamentos; os centros deverão estar localizados até 100 km de distância dos demais municípios a serem atendidos. Para o apoio diagnóstico e terapêutico, os centros contarão com laboratório de patologia clínica, radiodiagnóstico, sala para pequenas cirurgias e leitos de repouso visando melhorar o acesso da população, em todo o Estado, aos serviços de saúde voltados para atendimentos de especialidades. Os municípios que mais se beneficiarão serão os de pequeno porte que não têm recursos técnicos de formar um quadro para manter os serviços. [...] Além das unidades já anunciadas, Serra pretende realizar estudos para identificar demandas regionais para implementar os Centros Regionais de Especialidades, sempre respeitando uma lógica de atendimento para beneficiar a população que necessita desse serviço. “O importante é que esse trabalho seja feito com planejamento e passo a passo para que a saúde do nosso Estado melhore cada vez mais,” disse.

7 - [...] Em 2007, será a vez do Hospital M’Boi Mirim. Serão 560 novos leitos, com capacidade para 2.400 internações por mês e 50 mil atendimentos de emergência.

Educação

1 - Na Prefeitura de São Paulo, onde Serra já colocou suas idéias em prática, o projeto tem nome: Ler e Escrever. Com Serra governador, ele será estendido a todo o Estado. Nas escolas em que os alunos têm baixo desempenho, haverá dois professores nas classes do primeiro ano. O segundo professor é um auxiliar de ensino, estudante universitário de Pedagogia ou Letras, que ajudará o titular no processo de alfabetização das crianças. Porque é no primeiro ano do ensino fundamental que a criança aprende a ler, escrever e fazer contas.

2 - A progressão continuada, proposta pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação desde 1996, vai continuar, mas haverá períodos intermediários de avaliação, além de torneios de matemática e ciências. A evolução do aprendizado será acompanhada permanentemente. Quem estiver mal receberá reforço e ganhará uma nova chance de alcançar os colegas de classe. Assim, todos aprendem e ninguém precisa deixar a escola, empurrado pela repetência.

3 - Investir na infra-estrutura das escolas, garantir aos alunos material e uniforme adequados, oferecer merenda saudável e fornecer transporte para quem precisa - tudo isso é obrigação do Estado. O salto que Serra quer dar na Educação é de qualidade. Por isso, ele vai reforçar o ensino fundamental desde o primeiro ano, para impedir que alguns alunos continuem chegando à quarta série sem saber ler e escrever direito.

4 - Como governador de São Paulo, José Serra vai reforçar e modernizar o ensino de línguas estrangeiras no sistema educacional paulista tanto na capacitação de professores de Inglês, que é um dos componentes curriculares do ensino regular, como por meio da ampliação da quantidade dos Centros de Ensino de Línguas (CELs) atualmente vinculados à Secretaria Estadual de Educação. A idéia é oferecer cursos gratuitos de Espanhol, Francês, Alemão, Italiano e Japonês com duração de seis semestres, em modernas escolas de línguas devidamente equipadas em diversas cidades do interior paulista. [...] Nosso Estado tem hoje 77 centros, que ensinam francês, espanhol, alemão e italiano, mas ainda é muito pouco. Nós temos de ampliar o número de centros.

5 - Nos próximos quatro anos Serra vai dobrar o número de Fatecs (Faculdades de Tecnologia) e turbinar as escolas técnicas no Estado de São Paulo. Nessa área estão as melhores oportunidades de treinamento qualificado, que abrem as portas do mercado de trabalho para os jovens. [...] Por isso Serra vai investir fortemente em recursos humanos. Para melhorar a produtividade das empresas e assegurar emprego para as pessoas. [...] Na gestão Covas/Alckmin passaram a ser 26 Fatecs, com 17 mil alunos. A programação também cresceu e hoje inclui pós-graduação latu sensu, atualização tecnológica e extensão. Também oferecem projetos de pesquisa e de prestação de serviços, feiras e eventos para difusão da tecnologia. Serra vai dobrar esses números nos próximos quatro anos e acrescentar mais opções de cursos de acordo com o perfil econômico de cada região.

Segurança

1 - O Estado de São Paulo já tem feito um esforço enorme em matéria de investimentos, tecnologia, recursos humanos, qualificação das policias e construção de presídios. [...] Prosseguiremos com esses e empreenderemos novos esforços, entre eles o da maior integração da inteligência e das ações das polícias. Quero trazer para a nossa trincheira, a trincheira dos paulistas e brasileiros de bem, as outras instituições que tem muitíssimo a ver com a segurança em São Paulo e no Brasil: o governo federal, o Congresso (que, por inércia do Executivo Federal, até hoje não aprovou as medidas votadas pelo Senado durante a crise de maio), o Judiciário, o Ministério Publico e a Ordem dos Advogados do Brasil.

2 - Mas vai exigir também que os outros poderes e níveis de governo façam a parte deles. Serra sabe que o ataque ao crime organizado depende do aperfeiçoamento da lei e de sua aplicação. Também depende da ação efetiva da polícia federal no controle do tráfico de armas e drogas, além de investimentos nos sistemas de informação e integração de todas as forças policiais. Aperfeiçoar a inteligência e a investigação e cortar pela raiz as fontes de financiamento das organizações criminosas, cujos líderes devem ser isolados. Isso é tarefa para o País. São Paulo não pode seguir lutando sozinho contra o crime. Serra vai cobrar o repasse das verbas dos fundos Penitenciário e de Segurança a que São Paulo tem direito e que estão bloqueados pelo atual governo federal. Esse dinheiro será usado na construção de novos presídios de segurança máxima, no treinamento e na proteção dos policiais e agentes penitenciárias. [...] Vai construir mais prisões e acabar definitivamente com as carceragens das delegacias. [...] Serra vai se reunir com os prefeitos e estudar formas de compensar esse prejuízo. Uma das compensações será, por exemplo, um investimento maior do Estado nos serviços locais de saúde.

3 - Em relação à Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), Serra pretende construir unidades pequenas, espalhadas por todo o Estado. Assim, cada cidade cuidará de seus menores. Por fim, o apoio às famílias evitará sua desestruturação e a geração de novos menores carentes ou infratores.

Pronto, agora quando me perguntarem se acompanho as propostas dos meus candidatos posso dizer que acompanho, tenho isso documentado tim-tim por tim-tim. Apesar de não concordar muito com essa idéia de que construir presídio é combater o crime organizado, o problema é mais embaixo, mas o poder público é sempre eficaz quando o assunto são adotar medidas paliativas.

Se fossem somente estes três objetivos Serra já teria muito trabalho, mas ele prometeu muito mais ações em diversas áreas como o turismo, cultura, habitação, transporte, estradas, qualidade de vida, qualificação profissional, agricultura e a indústria. Além disso tudo, ainda prometeu terminar o trecho Sul-Leste do Rodoanel, revitalizar o posto de Santos, criar em todo o Estado secretarias especiais para cuidar das pessoas com mobilidade reduzida e afirma que o Estado terá um Salário Mínimo diferenciado do restante do país.

Sinceramente eu não acredito que Serra consiga fazer tudo isso, a responsabilidade fiscal é um norma que trava muitas coisas, não que ela seja ruim, mas vai impedir muitas ações por pura falta de recursos. O grande erro da máquina pública é que ela é tratada como um grande e infinito saco de dinheiro, e não como uma empresa que precisa economizar para continuar a existir, falo isso pois estou dentro dessa coisa toda e sei como funciona. Quebrou? Consertar para que? Joga fora e compra um novo! É só arrumar três orçamentos!

A cultura dos recursos infinitos do Estado se reflete também nos altos salários, a partir da mudança na forma de contratação de pessoal pelo Estado (acho que em 1989), diversos funcionários moveram ações trabalhistas contra o Estado, ganharam a causa com várias gratificações incorporadas ao salário e hoje, encostados na tal máquina, denigrem a imagem do funcionário público ganhando acima de oito, as vezes até doze mil reais de salário para fazer duas, três coisas por dia, situação típica em muitos órgãos.

Estas várias coisas erradas dentro da “máquina” que consome milhares de reais todos os meses, mas que nenhum governante se arrisca a mexer, por pura política. Um literal escoamento de recursos que poderiam ser usados com muito mais eficácia para diversas outras coisas, como por exemplo, pagar salários mais justos aos funcionários públicos que realmente trabalham, bem como, aperfeiçoar programas educacionais, de segurança, etc.

Resumindo, está tudo errado e não vai ser o Serra, muito menos o PSDB, que reverterá este quadro.

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15 Responses to “José Serra, Governador de São Paulo!”

  1. E ninguém poderá dizer que você está matando a esperança…ela já está até fedendo. Triste, mas você tem toda razão…a esperança morreu faz tempo. Fica a pergunta: O que faremos? Sua atitude de documentar e cobrar é até interessante, se todos os brasileiros fizessem isso talvez até teríamos alguma salvação. Mas parece que a maioria que continua pobre consegue se contentar com assistencialismo. Cadê a consciência! :(

  2. O grande problema é que estamos votando sempre no MENOS PIOR.
    Por isto que continuaremos sendo SEMPRE um país DO FUTURO ( !?! ).
    Abraços,KADU!

  3. O grande legado do PSDB depois de vários mandatos no governo de São Paulo vai ser o sucateamento da Educação. Alunos estão terminando o ensino médio sem saber ler por conta da tão falada progressão continuada. Quando professores querem reter um aluno totalmente despreparado a supervisão de ensino faz pressão para o dito cujo ser aprovado, pois o alto indice de repetência afeta o bonus que eles recebem no fim do ano. Ou seja, tudo é dinheiro. Quanto ao ensino técnico, ainda é uma esperança, justamente por não ser vinculado a ilha da fantasia que se tornou a Secretaria da Educação. A secretaria de Ciências e Tecnologia ainda é bruta no quesito educação. Esperemos que continue assim.

  4. Sou da área de educação e fico indignada com a forma leviana como as pessoas tratam do assunto. A escolaridade em ciclos, ou progressão continuada, não é a causa dos males da educação, como tanto se apregoa por aí. Quando não havia progressão os alunos simplesmente desistiam de estudar e o que tínhamos, associado a esse fracasso repetido era a evasão. O ensino era para poucos - sabiam que em 1956 o índice de alunos reprovados no 1 ano era de cerca de 56%? Ou seja, a escola não era tão maravilhosa assim, como se diz. A grande diferença era que estes 44% eram da classe média e alta, as elites - que estudavam na famosa escola ública de qualidade. Muito mais fácil alfabetizar aqueles que tem pais e mães que lêem, livros em casa, jornais que são lidos (e não servem para embrulhar banana, apenas). A partir da década de 70 os pobres, filhos de analfabetos, entraram na escola e o ensino continuou voltado para aquela meia dúzia de privilegiados. A formação dos professores não contemplou esta mudança de público. Além disso, a sociedade passou demandar uma alfabetização que extrapolasse o be-a-ba. O aluno precisa mais do que pegar o ônibus! mesmo um padeiro, hoje, precisa saber como colocar o código do pãozinho na comanda eletronica! mas, o professor, pobre coitado, ele próprio tem pouco acesso ao computador, mal sabe como dar uma busca no Google (google?!) está aferrado ás práticas da década de 50. os sistemas de ensino pouco investiram numa formação que fizesse este professor usar outros métodos que não a memorização, a repetição e, como forma de cooibir ois alunos, as provas e a reprovação. E aqui, eu fecho meu ciclo, voltando para o ciclo: geralmente, a reprovação só reprova o aluno, não o ensino. Um ensino que não ensina. E o aluno repete e continua sem aprender porque o ensino não muda. Não vê sentido naqueles conteúdos e atividades. Não CONSEGUE avançar.
    Outra confusão muito comum: quem disse que não é para ter metas por ano e avaliações sistemáticas?
    O professor precisa saber para onde está indo, o que quer que seus alunos aprendam e avaliar para corrigir os rumos do ensino e não para pressionar os alunos.
    O que acontece é que, com os ciclos, os professores abandoraram estas práticas. isso é um grande equívoco!
    Claro que, 4 anos abandonados, sem metas, sem avaliação, resultam num tremendo prejuízo para os alunos.
    Ciclos de dois anos são mais razoáveis. Volto a insistir - o problema é não planejar, não avaliar o ensino, não formar os professores para uma sociedade de informação, tecnologia e conhecimento. sacô?

  5. Caro amigo Serrra:

    Meus paraben pela vitória,

    Miss. Tom Dark

  6. Olá Raquel da “Área de Educação”.

    Para falar a verdade, não, não “saquei”! Antes de qualquer coisa, me diz onde está a forma leviana com que tratei este assunto, pelo menos neste artigo! Simplesmente copiei e colei as propostas do Serra do site de campanha dele e, comentei da porcaria que é o jeito como a máquina pública é conduzida!

    Não discordo de você, mas também não concordo com a progressão continuada e, enquanto ela continuar a jogar* no mundo pessoas semi-alfabetizadas achando que está tudo bem, vou continuar discordando. É um direito que eu tenho como “ser pensante”!

    Concordo que o problema está na formação dos professores, conheço muitos, aliás, sou formado nisso e sei como é a coisa toda. Sei que o Estado não dá as devidas condições para que o professor se atualize mas, sei também, que alguns professores estão pouco se lixando em aprender coisas novas por livre e espontânea vontade, desde de que isso não influa no salário no fim do mês. A causa de a educação paulista ser péssima são várias, quem dera fosse só a progressão continuada.

    Você escreveu: Quando não havia progressão os alunos simplesmente desistiam de estudar e o que tínhamos, associado a esse fracasso repetido era a evasão.

    O famoso cobre um santo para descobrir outro. Não tem nem lógica isso que você escreveu. Qualquer um com dois neurônios e meio (nem precisa ser três) que não leia a Veja, a Época e não assista ao Jornal Nacional sabe que a Progressão Continuada é um programa de governo para o Governo. Adianta manter o aluno em sala se ele continua burro e sem saber articular palavras e idéias? Saber escrever somente não basta e geralmente nem isso os coitados aprendem!

    Você escreveu: O ensino era para poucos - sabiam que em 1956 o índice de alunos reprovados no 1 ano era de cerca de 56%? Ou seja, a escola não era tão maravilhosa assim, como se diz. A grande diferença era que estes 44% eram da classe média e alta, as elites - que estudavam na famosa escola ública de qualidade.

    Está vendo! A Progressão é um programa para o Governo, um programa para melhorar números e índices, nada mais, não importa que o aluno termine o último ciclo sem aprender. E daí que em 1956 a taxa de reprovados para o primeiro ano era de 56% e em 1997** foi de 6,6 (médio) e 2,1% (fund.)?! São apenas números! Não quer dizer que só porquê o aluno ficou na escola ele aprendeu a ler, escrever e pensar, ele simplesmente passou sem saber.

    Fonte: UOL - Para atenuar esse quadro, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) da Educação Nacional, de 1996, instituiu a chamada progressão continuada, hoje implantada em grande parte do País. Nas redes municipal e estadual de ensino de São Paulo, por exemplo, o aluno é avaliado ao final de um primeiro ciclo (da primeira à quarta série) e num segundo (da quinta à oitava). Essa avaliação deve ser feita sem prejuízos ao aprendizado e levando-se em conta a frequência escolar. Quem não aprende adequadamente deve passar pelos processos de “aceleração”, também conhecido como recuperação. Os educadores sérios elogiam o sistema de progressão continuada. As estatísticas oficiais mostram que o aluno não repetente passa a ter um desempenho bem melhor. O sistema de avaliação impede o afastamento definitivo da escola e evita a diminuição da auto-estima, além de proporcionar um estímulo maior ao aluno que passa a estudar na mesma série que colegas de idade semelhante. “Os índices de reprovação ao final da primeira série sempre giraram em torno de 50%. Na aprovação por ciclos, se conseguiu resultados melhores. O público leigo precisa saber que o que existia antes é tão ruim ou pior”, observa a especialista Telma Weisz, doutora em Psicologia da Aprendizagem e consultora do Ministério da Educação.

    Mais números! Quem confia em números oficiais? Eu não! Trabalho em um órgão estadual, sei bem como funciona esta história de “números oficiais”.

    Números, Números e mais, Números!

    Você escreveu: A formação dos professores não contemplou esta mudança de público. Além disso, a sociedade passou demandar uma alfabetização que extrapolasse o be-a-ba. O aluno precisa mais do que pegar o ônibus! mesmo um padeiro, hoje, precisa saber como colocar o código do pãozinho na comanda eletronica! mas, o professor, pobre coitado, ele próprio tem pouco acesso ao computador, mal sabe como dar uma busca no Google (google?!) está aferrado ás práticas da década de 50. os sistemas de ensino pouco investiram numa formação que fizesse este professor usar outros métodos que não a memorização, a repetição e, como forma de cooibir ois alunos, as provas e a reprovação.

    Nisso eu concordo com você! A situação fica mais grave com o professor que não tem interesse em se atualizar. Ele pode até fazer os cursos da Secretaria, mas faz com tanta má vontade que além de não aprender nada, não leva nada de novo para a sala de aula.

    Você escreveu: E aqui, eu fecho meu ciclo, voltando para o ciclo: geralmente, a reprovação só reprova o aluno, não o ensino. Um ensino que não ensina. E o aluno repete e continua sem aprender porque o ensino não muda. Não vê sentido naqueles conteúdos e atividades. Não CONSEGUE avançar.

    Mas o que adianta o aluno ser aprovado sem aprender? Demagogia pura! Simplesmente muda-se o ator, agora a aprovação não aprova o aluno e sim o ensino, que tem ótimos índices!

    Tenho amigos professores que passaram neste último (ou penúltimo) concurso do Estado, cada um deles está em uma região do Estado e todos falam a mesma coisa sobre onde estão os males da educação:

    - abandono das salas de informática, a diretoria tranca a sala por que os professores não sabem e não se interessam em aprender como funciona um computador para deixar os alunos usarem. Para evitar a fadiga e a responsabilidade pelos computadores os professores preferem não insistir em abrir uma sala de informática. Temos aqui também um problema de segurança nas escolas, mas isso é outro assunto.;

    - a fantasia da HTPC, reunião para discutir a novela, esmaltar a unha, vender natura, avon e lingerie, os próprios professores a apelidaram de Hora de Trabalho Perdido. Precisa dizer algo mais?;

    - a fantasia dos ATP’s, os ATP são calo do meu sapato (espero não estar te ofendendo), infelizmente sou obrigado a trabalhar com cada figura dessa classe que prefiro nem comentar, eles fingem que aprendem algo nos cursos e eventos e a secretaria finge que eles passam o conhecimento para o professor (aquele que realmente trabalha com o alunos) de maneira adequada;

    - progressão continuada, repito isso quantas vezes for necessário, o Estado passa todos os alunos para que a repetência caia e os índices de IDH, qualidade de vida e sei lá quantos outros subam, isso é um fato, só vê quem quer! A progressão não existe para ajudar o aluno e sim para melhorar*** números. De que adianta o aluno sempre passar de ano se ele não aprendeu nada no ano anterior? Ilógico!

    - desinteresse total dos professores por novos conteúdos, siga o livro didático e, se não for muito trabalho, use um globo repórter de vez em quando para matar aula. Como se a Globo ensinasse algo!;

    - vídeo conferências, nem vou perder meu tempo com isso, já chega o Estado que investe tempo demais.

    O problema da educação paulista é bem mais embaixo, aliás, o problema do Estado como um todo é bem mais embaixo, mas deve ser tão lá embaixo que dá muito trabalho para reverter. Não adianta ficarmos aqui discutindo sobre isso. A escola não é, e, se continuar assim, nunca será maravilhosa.

    Estudei minha vida inteira em escola pública, sorte minha sai antes da implantação da progressão continuada, meus professores nunca deram mole e isso, associado ao medo da repetência, me faziam estudar. O aluno sente medo de repetir por que tem motivos para isso, afinal de contas, a única certeza que ele tinha é que não aprendeu nada com o professor X e reprovará na disciplina Y se não correr atrás.

    Mas agora falta do medo da reprovação preguiça/desinteresse do aluno professor acomodado, pronto, temos um aluno que não tem mais medo de nada, afinal ele vai passar mesmo, estudar para que?

    * pensei em usar “vomitar”, mas achei meio pesado.
    ** foi o ano que encontrei mais fácil.
    *** ou mascarar.

  7. Oi Kadu
    Ótimo encontrar com alguém disposto a debater. Responderei com com calma, assim que possível. Afinal, vc foi atrás de dados e informações e também quero ter tempo pra fazer isso. Apenas um pedido: não precisa ser agressivo. Não sou sua amiga mas tampouco estou contra você pessoalmente, ok? Temos uns tantos pontos de divergência e outros tantos de convergência. É interessante que a gente possa exercitar esta argumentação.
    Obrigada por ter respondido.
    Um abraço

  8. Olá Raquel :)

    Desculpe se passei algum tipo de “agressividade” com o comentário. Não foi a intenção!
    Relendo agora o que escrevi a partir do seu ponto de vista realmente ficou dúbio. A interpretação de um escrito é sempre complicada.

    É como você disse, é ótimo (e acrescento, difícil) encontrar pessoas dispostas a debater, por que então agredi-las? Ainda mais sem motivo!

    Espero seus dados e sua resposta!
    Até mais :)

  9. Acho que tanto o Kadu quanto a Raquel tem um pouco de razão. A progressão continuada foi o prego que faltava no caixão onde jaz a educação paulista, mas não foi o único motivo de seu falecimento. Vários fatores vieram a conspirar para a sua degradação é o que os números oficiais mostram é apenas fábula. Trabalho em uma das escolas técnicas do estado de São Paulo e nossa clientela é justamente as crianças que estão saindo do ensino fundamental. A realidade que nos deparamos é a de alunos que não sabem ler nem escrever, problema da progressão continuada que não avalia e nem ensina.
    Outro problema são os professores vítimas de péssimas condições de trabalho, formação deficiente e subornados pelo bonus que o governo instituíu ao final do ano letivo. Professor que reprova alunos tem uma substâncial diminuição no valor desse bonus.
    Os ATP’s são um caso a parte. Pelo menos em São Paulo é notório que quem se candidata a esse cargo é que está de saco cheio da sala de aula. Não dão a minima para a bagaça e se encostam nas diretorias de ensino, outro local onde a ineficiência do estado é muito óbvia. Eventualmente posso estar ofendendo um ou outro ATP que se dedica a educação e trabalha com vontade, mas no geral, todos que encontrei até hoje seguem o perfil que tracei.
    Juntamente a isso temos as faculdades que brincam de formar professores. Fiz uma graduação em uma faculdade pública bem conceituada. O que tive de aprendizado sobre como ser professor pode ser igualado a um conto de fadas. Os professores universitários não conhecem e não entendem a realidade do ensino e preparam os futuros professores para encontrar um mundo organizado e maravilhoso, quando sabemos que a realidade é completamente o inverso disso.
    E por fim temos os pais que não estão dando a minima para seus filhos. Enquanto estiverem na escola está bom. Não importa a qualidade e o que está acontecendo.

    Alguns podem achar que estou escrevendo com raiva, mas estou apenas descrevendo o mundo em que vivo e as coisas que presencio. Claro que algo está errado, mas os problemas são vários e as soluções são complicadas. Infelizmente ser professor não é uma profissão comum. Além de qualificação é necessário uma certa dose de idealismo. Muitos não tem isso.

  10. Sou professôra, trabalho com ensino médio numa escola estadual que tem também ensino fundamental. Nós recebemos alunos formados nas oitavas séries tanto da nossa escola como de outras de bairros vizinhos. Sempre que iniciamos um ano letivo, procuro exclarecer aos alunos dos primeiros anos, o quanto teremos que trabalhar com seriedade pra tentar recuperar um pouco do tempo perdido…as vezes eles se assustam, mas é necessário.
    Esse ensino fundamental com progressão continuada, só sabe o tamanho dessa “bomba”, professor do ensino médio..Que tristeza de receber esses alunos tão despreparados, sem interesse em aprender.
    Sou professôra de química, seria prôfessora de química, mas na maioria das vezes preciso dar aulas de matemática, isto é, ensinar continhas básicas, subtrair, somar, dividir e multiplicar, pra trabalhar conteúdos da minha disciplina. Claro se é necessário é isso que temos que fazer, fornecer todos pré requisitos, pra que o aprendizado ocorra. Afinal nossa proposta é formar um cidadão questionador, mas também, muitos de nossos alunos tem sonhos de continuar seus estudos, frequentar uma Universidade. Agora como conseguiremos dar uma boa formação pra esses jovens nos três anos do ensino médio? É neccessário que seja feita uma reavaliação da progressão continuada, até os alunos se colocam contrários. É comum comentários do tipo, felizmente no ensino médio não temos essa progressão continuada, é desanimador.

  11. concordo com tudo divulgado,sou funcionario da area de segurança e ñ sei onde vamos chegar, com um salario tão pequeno um dos menores do país, e ninguem faz nada e ainda reclamam onde esta a segurança , proibem o bico mas ninguem vem pagar minhas contas, passaram por cima de nossa data base ,só temos obrigações e direito de nada , aqui tem um ditado que diz nada é tão ruim que ñ possa piorar,isto basta estou indignado.

  12. Maria Nadjane Ferreira on June 22nd, 2007 at 10:21 am

    Bom dia,

    Estou grávida de 2 meses e gostaría de saber como faço para me cadastrar como mãe Paulistana para ter os benefícios.

    Aguardo um retorno

    Grato Maria nadjane

  13. Olá José Serra, meu nome e Patricia sou amazonense de coração , fiquei sabendo q vc quer tirar a zona franca de manaus a forças, fique sabendo q vc e um governadrzinho de quinta vc so pensa no seu bolso e todo o povo amazonense tá querendo ver vc no chão pq vc não e Brasileiro, vc não passa de um corrupto q quer vê dinheiro no seu bolso eu não te suporto, pena q o povo paulistano e cego pra mim vc não passa de um inergumino dos piores eu não consigo nem ouvir falar no teu nom, vc caga fedorento q nem todo ser humano pq vc ser melhor do q nós, aqui no amazonas vc não tem nenhum voto eu queria q o nosso governador te colocasse no chão! vc está querendo beneficiar só o seu estado te manca!!! quer deixar um monte de familia sem emprego eu te odeio.

  14. Querida do Amazonas

    Concordo contigo amiga em grau, genero e numero, sou
    paulista e nunca votei nessa praga que é o PSDB, me pa-
    rece que exceção é o Aécio Neves, os professores não su-
    portam esse falsário jose serra, minusculo mesmo, querem
    vender o Brasil e a amazônia principalmente, é LULA na cabeça, ele é o cara como disse ROMÁRIO, vamos extirpar
    essa raça TUCANADA PRAGA da política.

  15. OI MEU NOME É LINDA INÊS TENHO QUARTOZE ANOS
    ESTOU ESCREVENDO PRA TE FAZER UM PEDIDO
    VOU TE CONTAR MINHA VIDA RESUMIDAMENTE EU MORO COM MEUS PAIS.
    MINHA MAE É TRANSPLANTADA DE RINS EO MEU PAI FAZ EMODIALISSE 3 VEZES NA SEMANA MINHA MAE RECEBE UM AUXILIO DOENÇA POR MES MAS NAUM TA DANO PRA GENTE VIVER NAUM POIS COM O POUCO DINHERO QUE ELA RECEBE TEMOS ; QUE COMPRAR COMIDA,ROUPAS,MATERIAS ESCOLARES E PAGAR O ALUGUEL ESSE DINHERO NAUM TA DANO NAUM MEU PAI MESMO DOENTE TA TENO QUE TRABALHAR O MEU PAI JA TEVE DOIS INFARTOS E QUASE DEU O TERCEIRO MAS DEUS AJUDOU QUE ELE FOI AO MEDICO EM TEMPO MEU PAI ENTROU COM UM PROCESSO EM 2005 PRA APOSENTAR MAS NAUM COMSEGUIU
    E TA TENTANDO ATE HJ EU SOFRO MUITO POR NAUM PODER AJUDA-LOS POIS EU E MEU IRMAO SOMOS DE MENORES E NEUM PODEMOS TRABALHAR PARA AJUDALOS POR COMIDA EM CASA POR ISSO ENCONTREI UM UNICO MODO DE AJUDA-LO PEDINDO AO SENHOR QUE O AJUDA-SE O COM A SUA APOSENTADORIA O NUMERO DO PROCESSO DELE É 2005.61.13.001273.6 AJUDE -O POR FAVOR
    ESPERO UMA RESPOSTA !!!

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