a educação paulista
É engraçado trabalhar dentro da “máquina pública” e ver toda coisa funcionando errado e não ter como fazer nada para que ela mude, um bom exemplo disso é a como os eventos educacionais são tratados pelo Estado. Participando da organização de todos os quatro Diálogos Interbacias de Educação Ambiental (+) tenho claro como funciona a participação dos professores nestes eventos realizados especificamente para eles, eles simplesmente não participam, isso mesmo, ficam em sala.
O Estado envia pessoas encostadas nas Diretorias de Ensino chamadas de ATP’s (Assistente Técnico Pedagógico) para que os professores não deixem de dar aulas no período do evento, pois sua participação em eventos educacionais não é justificada se não for planejada e publicada no Diário Oficial do Estado. Tudo isso por dinheiro, se o Estado justifica a falta do professor para que ele vá ao evento, o professor ganha como se tivesse ministrado as aulas e aí o Estado tem que pagar duas vezes pelo o que ele considera a mesma coisa, aliás, três, ele paga ao professor afastado que foi ao evento, paga ao substituto que assumiu as aulas e paga pelo ATP encostado na Diretoria. Ao invés disso ele prefere enviar o ATP, que já ganharia o salário do mesmo jeito, manter o professor em sala e evitar o custo do substituto.
O Estado prefere enviar pessoas que se licenciaram em uma disciplina qualquer e preferiram ficar tomando cafezinhos nas Diretorias e não tem a mínima idéia do que é lida com alunos, a pagar um substituto de um professor que dá a cara para bater na sala de aula e desenvolve projetos junto aos alunos para que este professor conheça outros trabalhos e possa trazê-los para seu dia-a-dia. Realizamos estes eventos para que os professores possam participar de oficinas, assistirem palestras, apresentar para outros professores o que eles vem fazendo em sala, escutar novas idéias, trocar experiências e receber materiais úteis para uso em sala com os alunos, mas não é isso que acontece, infelizmente.
O Estado para economizar uns trocos envia um bando de dondocas e desinteressados encostados nas Diretorias de Ensino para que eles apresentem os trabalhos desenvolvidos pelos professores que ficam em sala, ou seja, o cara não sabe e não tem o mínimo interesse de saber do que se trata o trabalho que ele vai apresentar, pois ele está ali obrigado e tudo que é feito por obrigação não acontece legal. É claro que a Secretaria de Educação se defende, diz que quando voltam dos eventos os ATP’s se reúnem com os professores e passam o conhecimento adquirido, mas tenho muitos amigos professores e sei que não é assim que acontece, mas o Estado insiste em se fingir de cego, afinal de contas, é bem mais cômodo e “barato”.
O pior de tudo isso é ouvir na abertura do evento a coordenadora do grupo de educação ambiental da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Marlene Gardel, falando coisas que todo mundo sabe serem de procedência duvidosa, mas fazer o que, por enquanto, o jeito é aplaudir.
Agora deixa eu ir ali votar, já são 16:15 e eu como patrão dessa bodega não decidi em quem votar, talvez vote nulo ou escolha meus candidatos pelo meio do caminho, um poste, um muro ou uma boca de urna, nesse país nem anular meu voto adianta muita coisa.
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Dica atrasada:
Pense bem em quem vai votar, porque essa pessoa que voce escolher, pode mudar a situação que voce descreveu no post…
VOTE CREYSSON Jr.!
Chega de Filho da mãe, vote no filho do PAI!!!
ESSE EU AGARANTIO!!!!
putz, que foda isso cara….
bom, jah fui com candidato escolhido e na colinha heheheh, fiz minha parte dizendo quem era, se vc tivesse olhado podia ter escolhido também :p
bom, mas eh a vida… espero que o Serra melhore essa situação aih de sampa (se bem que eu acho difícil)
aqui, vamos para o segundo turno (torcendo pela reeleição do atual) ehhe
abraço
A educação em São Paulo está indo pelo ralo mesmo. Os ATPs ficam encostados nas Diretorias de Ensino e só vão as escolas para cobrar alguma norma burocrática. Fora isso organizam video conferências muito interessantes que é o momento que os professores utilizam para vender Avon, Natura, Bordado e roupa íntima, para complementar o salário.