ontem

ontem foi um dia bacana, não sei como descrever… mas foi diferente… gostei pacas dos parabéns do pessoal aqui no blog, no icq, no orkut e até pelo email chegaram alguns cartões… :) puxa, como foi legal ver todo esse carinho, mesmo não sendo muito ligado a essa coisa dos amigos serem obrigados a lembrar do meu aniversário, fiquei contente em sentir o que senti ontem lendo todas as mensagens… alguns não lembraram ontem, lembraram hoje, outros lembrarão só na segunda-feira… mas não me importo com isso, importa saber que são meus amigos e basta…
de todas as mensagens a que mais me chamou a atenção foi uma que recebi como sendo do vinicius de moraes, mas na página dele eu não a achei, e na internet a maioria dos sites dão a autoria para garth henrichs com o título de “meus secretos amigos”… resolvi publica-lo pois achei que ele tem tudo a ver com real sentido da amizade…

fiquei pensando em tudo que escrevi… o que é o ser humano não!? um dia estamos pensativos e tristes sobre as peças que a vida nos prega, no outro ja nem ligamos mais para aquilo, pensando em quanta besteira pensamos e em como nossa vida é perfeita perto de tantas outras… perfeita em vários sentidos, na amizade, no trabalho, na família… puxa, como somos felizes… felizes e ingratos, pois em certos momentos valorizamos pequenas coisas, que se bem analisadas, não tem importância nenhuma perto das verdadeiras coisas que fazem da nossa vida uma vida feliz… puxa, como somos felizes…

Meus Secretos Amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade
que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

Garth Henrichs

este texto eu dedico a todos vocês meus caros… :)

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